
Certo dia estava sentado em um banco na praia. Comecei a perceber o quanto o tempo passou. Estou hoje com 25 anos e considero-me jovem, mas as lembranças vieram a tona.
Lembrei dos tempos bons em que acordava pela manhã para ir a escola, e chegando lá ficava ansioso para a aula logo terminar para eu voltar para casa e aproveitar a tarde toda brincando com meus visinhos ainda lembro o nome deles.
Lembrei dos tempos bons em que acordava pela manhã para ir a escola, e chegando lá ficava ansioso para a aula logo terminar para eu voltar para casa e aproveitar a tarde toda brincando com meus visinhos ainda lembro o nome deles.
Lembro-me do tempo em que andava de bicicleta a noite, dos momentos bons em que ficava brincando no barro e minha mãe logo lançava uma bronca quando via o estado que estava minha roupa. Do tempo que ia na casa do meu irmão no costa e silva. Dos meus irmãos caçando vaga-lumes, da gente montado cabaninhas, brincando de esconde-esconde, eu trepado no pé de goiaba pelo simples prazer de estar no alto. Meu pai trazendo pinhão no inverno, e eu sempre saia no dia posterior para vender o pinhão para ganhar um dinheiro. Da época em que eu vendi picolé com meu amigo Cleiton que hoje não sei do seu paradeiro.
Da época em que eu Fernanda e Márcia cozinhávamos pinhão e batata em fogueirinhas. E as grandes festas na minha casa; que surgiam primos, primas, tios e tias de todos os lugares e nossa casa que era grande se tornava pequena. Dos preparativos destas festas; bolos, canudinhos, salgados. Do tempo em que minha mãe fazia pão em forno a lenha, em que ela ficava secando amendoim para encher as casquinhas na páscoa, sem contar que eu e meus irmãos ficávamos tardes pintando cascas de ovo. Do tempo em que dormíamos no mesmo quarto; eram 2 beliches feito a pau a pique. As vezes escuto o barulho do despertador digital que acordava meu irmão Cristiano todas as manhãs para ele ir trabalhar. Do latido do Bethovem, meu primeiro cachorro. Do primeiro velório dentro da nossa casa. Sinto a aflição de ter a casa atingida por descarga elétrica (raio). Saudades do tempo em que eu e o Teté ficávamos a noite andando pelo bairro, olhando vitrines, falando dos amores, das pessoas, da vida, dos planos, da gente...
Tempos...
Simples e distantes... todos crescem e seguem seus rumos e vidas. Saudades dos momentos em que me deitei na grama e olhei para o céu estrelado e ficava imaginando o que iria fazer no outro dia. Somente brincar... inventar... criar...
A tristeza que tenho é saber que existem crianças que passam tempos de suas vidas em frente de computadores e vídeo games. Que existem pais sobrecarregando a jornada de seus filhos com estudos para ter um bom futuro profissional. O que teremos no futuro? Adultos que não desfrutaram de sua infância. Que não andaram o suficiente de bicicleta, que não treparam em árvores, que não olharam as estrelas, que não viram uma galinha pessoalmente, que não tomaram o leite fresco da vaca, que nunca rolaram no barro, que nunca cozinharam no fogo criado por eles, que não tiveram infância.
Logo a rotina da vida tomou conta de mim e percebi que passava das 23:00 e que o tempo já não volta mais, era o momento de retornar para casa para dormir pois o dia seguinte era de trabalho; somente trabalho. Saudades dos momentos em que consegui aproveitar todos o minutos do dia e dormir valia a pena!
Da época em que eu Fernanda e Márcia cozinhávamos pinhão e batata em fogueirinhas. E as grandes festas na minha casa; que surgiam primos, primas, tios e tias de todos os lugares e nossa casa que era grande se tornava pequena. Dos preparativos destas festas; bolos, canudinhos, salgados. Do tempo em que minha mãe fazia pão em forno a lenha, em que ela ficava secando amendoim para encher as casquinhas na páscoa, sem contar que eu e meus irmãos ficávamos tardes pintando cascas de ovo. Do tempo em que dormíamos no mesmo quarto; eram 2 beliches feito a pau a pique. As vezes escuto o barulho do despertador digital que acordava meu irmão Cristiano todas as manhãs para ele ir trabalhar. Do latido do Bethovem, meu primeiro cachorro. Do primeiro velório dentro da nossa casa. Sinto a aflição de ter a casa atingida por descarga elétrica (raio). Saudades do tempo em que eu e o Teté ficávamos a noite andando pelo bairro, olhando vitrines, falando dos amores, das pessoas, da vida, dos planos, da gente...
Tempos...
Simples e distantes... todos crescem e seguem seus rumos e vidas. Saudades dos momentos em que me deitei na grama e olhei para o céu estrelado e ficava imaginando o que iria fazer no outro dia. Somente brincar... inventar... criar...
A tristeza que tenho é saber que existem crianças que passam tempos de suas vidas em frente de computadores e vídeo games. Que existem pais sobrecarregando a jornada de seus filhos com estudos para ter um bom futuro profissional. O que teremos no futuro? Adultos que não desfrutaram de sua infância. Que não andaram o suficiente de bicicleta, que não treparam em árvores, que não olharam as estrelas, que não viram uma galinha pessoalmente, que não tomaram o leite fresco da vaca, que nunca rolaram no barro, que nunca cozinharam no fogo criado por eles, que não tiveram infância.
Logo a rotina da vida tomou conta de mim e percebi que passava das 23:00 e que o tempo já não volta mais, era o momento de retornar para casa para dormir pois o dia seguinte era de trabalho; somente trabalho. Saudades dos momentos em que consegui aproveitar todos o minutos do dia e dormir valia a pena!
Um comentário:
saudades............o mais bacana de tudo isso é ter uma amizade preservada para contar, ter um amigo para ligar de madrugada na hora de aflição....a palavra amizade nos define!
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